segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Diário do Norte: 1º Dia
Viajei até Braga no combóio das 9, ao lado de uns jovens bem vestidos que transpiravam Coldplay e Mafalda Veiga por um altifalante manhoso de um celular (enquanto uma carroagem inteira tentava dormitar). Chegado a Braga, deixei os tamancos num quarto que aluguei a uma velhinha por 15€ com pré-pagamento e saí à rua com a viola na mão. Comi doces e salgadinhos numa tasquinha do centro e toquei canções na baixa para os Bracarenses que andavam às compras. Abordei duas adolescentes com a questão “onde fica o Braga Parque?”, à qual elas responderam “nos levamos-te lá”. Li Al Berto na zona de restauração do shopping, pouco antes de chegar o Rui Torrinha, que me levou para o estúdio da RUM e me entrevistou para o Português Suave. Na fnac, fiz teste de som apressado e comi folhados vegetarianos. Depois do concerto, bebi um porto com o meu querido Afonso Dorido num miradouro com vista para a cidade. Vi carros a passar da janela do quarto alugado e adormeci.
sábado, 13 de Junho de 2009
Elo Perdido

Se para o João Coração sou o elo perdido entre o José Mário Branco e o Kurt Cobain, para o Tiago Guillul sou o elo perdido entre os Mão Morta e o Carlos Paião.
domingo, 17 de Maio de 2009
quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Vesgo
Um bando de optometristas de uma óptica cujo nome prima em escrever a palvra óptica com erros ortográficos estilo século XXI, visitou hoje a minha escola com o objectivo de fazer um rastreio oftalmológico a todos os alunos. Quando chegou a minha vez, um optmometrista sentou-me numa cadeira para me mostrar uma singela fotografia de uma árvore a ser focada/ desfocada. Enquanto isso ouvia duas outras optometristas ao meu lado a rirem e a combinarem um jantar ao qual se seguiria um encontro no Bairro Alto. Disseram-me que era melhor ir à clínica deles para pôr uma graduaçãozinha já que aparentava ter olhos de quem vê muita televisão. Confrontei-os com o facto de ser raro ver televisão e aí apontaram a leitura como a causa do meu défice visual (ao qual nunca deram o nome de uma doença específica). Apenas percebi que era o excesso de leitura provocava em mim uma elevada ausência de visão, e que essa era uma fragilidade que com certeza já tinha sentido no dia-a-dia. Apesar de nunca ter sentido fragilidade nenhuma ler fiquei inquieto com aquelas palavras, como que a tilintar entre uns óculos de massa e lentes de contacto coloridas. Mais descansado fiquei quando vi que na minha turma de 15 alunos todos saíram daquela sala com gravíssimos problemas visuais, sendo o astigmatismo agúdo o mais cobiçado, com oito novas aquisições que até aqui viviam a sua vida: lendo, vendo televisão e jogando computador sem qualquer dificuldade. Estará o astigmatismo a precisar de óculos ou estará a nossa conta bankária a querer provocar a crise?
PS: Já que falei em leituras, leiam o último da Rosa Montero que ando a ler desde que a Maria me recomendou. O pouco que já li foi tocante, e já que eu ando com pouco tempo para ler, façam vocês honra aos sábios conselhos da menina do Sol.
PS: Já que falei em leituras, leiam o último da Rosa Montero que ando a ler desde que a Maria me recomendou. O pouco que já li foi tocante, e já que eu ando com pouco tempo para ler, façam vocês honra aos sábios conselhos da menina do Sol.
terça-feira, 14 de Abril de 2009
Atestado
Se subi foi à minha custa
Por isso eu posso escolher
Quando quero descer
As coisas que eu faço
São apenas o que são
As boas não são eternas
E as más são partes efémeras
Sem nenhuma desmedida dimensão
Por isso eu posso escolher
Quando quero descer
As coisas que eu faço
São apenas o que são
As boas não são eternas
E as más são partes efémeras
Sem nenhuma desmedida dimensão
sábado, 11 de Abril de 2009
João Nada
O grande João Nada acabou de me dar a honra de gravar comigo uma versão d'Os Metro, em português claro. Material orgânico, de total improviso em que um microfone no centro do meu quarto captou todos os intrumentos que nos fomos lembrando de tocar.Tocámos cavaquinho, caixa-chinesa, harmónica, melódica, adufe, pandeireta e kazoo. Ficou tudo num só take, para bem dos vizinhos.
Ajuda-me, estou perdido dentro de mim
Ajuda-me, não está cá mais ninguém
Amnésia, não tenho sequer lembranças
Ajuda-me, vem cuidar dos meus desejos
Ai quem me dera ter uma chance
E levar-te a rodar
Tudo o que eu penso é só parte da verdade
Ai Jesus, só digo merda
Cachopa, não temos a mesma língua
Ai Jesus, é melhor ficar calado
(letra original por Joey Modofoque)
Ajuda-me, estou perdido dentro de mim
Ajuda-me, não está cá mais ninguém
Amnésia, não tenho sequer lembranças
Ajuda-me, vem cuidar dos meus desejos
Ai quem me dera ter uma chance
E levar-te a rodar
Tudo o que eu penso é só parte da verdade
Ai Jesus, só digo merda
Cachopa, não temos a mesma língua
Ai Jesus, é melhor ficar calado
(letra original por Joey Modofoque)
segunda-feira, 30 de Março de 2009
Retrospectiva
Primeiro tive uma bruxa feia
Que me castrava com simpatia
Dizia que eu era cobiçado
Como o rei da cobardia
Ai que devassa alquimia
Ela não dava valor à palavra
Já que o amor só seria gente
Se eu lhe baixasse as calças
E no seu corpo deixasse veemente
Que era um louco delinquente
E por mais juras que tivesse feito
Em traição nunca se havia de ver
Pois só depois de tocarmos num corpo
É que lhe temos algo a dever
Será assim que o mundo se quer?
Usámos o corpo tantas vezes
Pra separar medos siameses
Quando da bruxa me livrei
Juntei-me aos bruxos da onda jovem
Levaram-me às suas discotecas
Pra me ensinar a ser homem
Aí tornei-me lobisomem
Discutiram preços de vestuário
E cuspiram para todo o chão
Comentaram em tom ordinário
A silhueta de mais tentação
Eu escondi-me na casota do cão
Por fim desinfectei o corpo
Num sarcófago com património
A fim de procurar um novo morto
Pra gerar novo demónio
Ou contrair matrimónio
Enredo depressões sem enredo
Pra enterrar a envergadura do medo
Serei só um devasso puritano
A contar cabelos no meu degredo sub-urbano
Que me castrava com simpatia
Dizia que eu era cobiçado
Como o rei da cobardia
Ai que devassa alquimia
Ela não dava valor à palavra
Já que o amor só seria gente
Se eu lhe baixasse as calças
E no seu corpo deixasse veemente
Que era um louco delinquente
E por mais juras que tivesse feito
Em traição nunca se havia de ver
Pois só depois de tocarmos num corpo
É que lhe temos algo a dever
Será assim que o mundo se quer?
Usámos o corpo tantas vezes
Pra separar medos siameses
Quando da bruxa me livrei
Juntei-me aos bruxos da onda jovem
Levaram-me às suas discotecas
Pra me ensinar a ser homem
Aí tornei-me lobisomem
Discutiram preços de vestuário
E cuspiram para todo o chão
Comentaram em tom ordinário
A silhueta de mais tentação
Eu escondi-me na casota do cão
Por fim desinfectei o corpo
Num sarcófago com património
A fim de procurar um novo morto
Pra gerar novo demónio
Ou contrair matrimónio
Enredo depressões sem enredo
Pra enterrar a envergadura do medo
Serei só um devasso puritano
A contar cabelos no meu degredo sub-urbano
Subscrever:
Mensagens (Atom)